GM

Queres que eu não duvide do perfume que exalas?
Como? se soa a flor ora carmim feito sangue, ora negra qual as cinzas do incêndio amoroso?
Me pede o impossível, sem aspirar obedecerei
Pois sou capaz de tudo
Sou capaz de dirigir a mais destoante das orquestras
Que incendeie o ar com tua mais silente, singela sinfonia
Terás de te ausentar?
Como? por quê? se não estás presente
Um piscar de olhos é tão efêmero quanto a vida
Eterno qual tua ausência
Queres que eu não duvide do perfume que exalas?
Como, se me deste um beijo
Seguido deste medonho, protocolar “Abraço!”
E do imperioso, do categórico
Ponto de exclamação
Do adeus final?