Ode aos bananíssimos


Me deu há pouco
essa necessidade insaciável
de voltar a ser o que já
fui e então me lembrei
de que

o banho-maria vem recozendo o prato-feito há 290 mil anos em suas "atividades diárias" sempre fazendo questão de chover sem molhar.

Ontem tomei banho. Fui a uma cigana. Leu ela minha mão.

Disse que viu na minha linha da vida que vou morrer do enfrentamento a cloacas qual (,,,) e outros antros mais.

Previu ainda: "Escritor que é escritor morre do coração ou se mata. Morre de qualquer coisa menos velhice".

Quer dizer que não fica construindo (...)? — perguntei só pra confirmar o que já sabia.

Foi então que vi um livro de poemas de Poe atrás da cortina de tiras plásticas no guarda-comida ao lado da mesa na cozinha e entendi.

Um comentário:

  1. Ode!
    Ode, ode ode!
    Ode aos bananíssimos!
    O mundo a eles pertence.

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