A noite é minha

D’alma gelada
Haverá futuro?

Mãos tão frias
Sem as tuas
Ouvidos vazios
Sem tua voz
Olhos perdidos
Sem teu olhar
Sorriso triste
Sem teu sorriso
Vem

Dançar este bolero
Sei que exagero

Que mal pode haver?
É só desespero
Se viesse
Prometia raciocinar
Me esconder
Me mostrar
Engolindo em seco
Te idolatrar
Me deixa só pedir
Vem

Serei tua testemunha
Teu condenado
Neste julgamento
Sem jurado nem juiz
Prometo

Viver sem pestanejo
Ou recusa, olhar
Fixo à frente feito
Montaria protegida
De antolhos
Não

Exigirei que faças
Minhas vontades, pois
Não as terei
Em seu lugar, que
Serei?

Não sei