Valsa

Toda noite ele me
visita e me convoca
e agarra meu braço e
me arrasta pro beco
e com um riso seco
me enche de beijo
e me ergue a saia
e me embala em
valsa e feito uma
cadela me lambe e
se mela e quando
estou pronta logo
antes do gozo
suspende as carícias
diz que é perigoso
me nega a alegria
me solta e esfria
e num susto medonho
sonho, sonho e sonho